Show em Sampa

Júlia Tygel apresenta Novos Enredos,  novo concerto do projeto 

Entremeados: música popular brasileira para piano e violoncelo

28 de junho na Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo)

ju       “O que a jovem compositora Júlia Tygel está fazendo é algo que tem conexão com uma tradição erudita muito forte, assinada embaixo por compositores da importância de um Liszt.”
(maestro João Maurício Galindo – Orquestra Jazz Sinfônica)

 ASSISTA AQUI AO TEASER E A 3 NOVAS MÚSICAS DO PROJETO AO VIVO

  A pianista Júlia Tygel estreia em junho o concerto Novos Enredos, uma continuidade do projeto Entremeados, com arranjos inéditos para piano e violoncelo de músicas de Milton Nascimento, Dori Caymmi e outros compositores brasileiros. No limiar entre a música erudita e a popular, a apresentação tem participação das violoncelistas Vana Bock (OSUSP) e Adriana Holtz (OSESP).

O concerto acontecerá no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, na série instrumental com curadoria de Swami Jr., no dia 28 de junho (terça-feira) às 20h, com entrada franca.

Júlia Tygel é pianista e compositora. É doutora em música pela USP, tendo realizado parte do programa na City University of New York como bolsista CAPES-Fulbright, além de bacharel e mestre em música pela UNICAMP.

– Entrevista com Julia Tygel

Vídeos de shows passados: 

·      Brasil

·      Nova York

SERVIÇO:

Quando: 28 de junho, terça-feira
Show: “Entremeados: Novos Enredos”
Onde: Auditório da Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo/SP
Endereço: Rua da Consolação, 94 – Centro
Horário: 20h
Duração do show: 1h15

Ingressos gratuitos, começam a ser distribuídos 1h antes do concerto.

Para mais detalhes acesse este link

India – Falu Shah, o velho e o novo

faluA música indiana tem muitos aspectos interessantes, chama a atenção a capacidade que tem de ser moderna e ainda assim manter uma carga espiritual elevada, como se fora um mantra.

Desde de pequeno tudo que vem da India e das Arabias me chama muito a atenção. Sempre tive estas músicas no carro e sempre estudei um pouco. Do Árabe sei o alfabeto, alguns comprimentos e muitas palavras.

Aprender uma língua assim é um exercício delicioso para o cérebro, recomendo.  🙂

Abaixo uma composição com mais de 5 mil anos:

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www.h2obrasil.com
Purificar água, é aqui!

Espaço político não fica vazio

Democracia é um exercício.

O povo sabe votar sim, está aprendendo cada vez mais, não tem assim memória tão fraca quanto querem que acreditemos. Mas então, você se pergunta, e com todo direito, como é que certas figuras estão sempre lá? Bom, um dos responsáveis é o Voto Proporcional.

Você não votou no cara que fez aquele escândalo, que roubou, de modo algum! Mas votou na legenda ou coligação dele. Você votou no seu vizinho. Você o conhece, sabe que é um cara inteligente e que pode ser um bom representante. Infelizmente ele não se elege… aí o voto nele vai somar no partido ou na coligação para a entrada do mais votado, que é o tal que você não pode nem ver na frente. É assim que o seu voto conta e dito cujo se elege.

Uma verdadeira sinuca de bico para o eleitor. As vezes tentando fugir disto acabamos fazendo o chamado Voto Útil, que é o votar nos que parecem ter mais chances. Isso também não resolve. Não adianta e podemos acabar reféns dos institutos de pesquisa.

A melhor saída, mesmo que isso deixe nosso vizinho triste por lhe negarmos o voto, é votar no partido. Você pode votar na pessoa, mas tem que levar em conta o partido também e ver quem são os outros na mesma legenda.

Nossa obrigação social é colocar lá um time cada vez melhor, que represente nossos ideais, nossos anseios em relação ao governo.

Não existe espaço político vazio!

Note que eu disse acima “..um dos responsáveis…” tem outro, tem sim, é o nosso comodismo. Esse comodismo ora se revela em votarmos sempre em um mesmo candidato sem pensar muito e ora em que não assumimos nenhum compromisso com o processo: não participamos.

Quem é bom… não se mete em política, certo? Errado, quem é bom participa. Se nós não nos manifestarmos nem, pelo menos, por meio do voto e não elegermos os nossos ideais e candidatos, outros o farão. Vai sempre existir Governo e teremos que nos submeter a ele. Esse é o tamanho da importância da nossa participação e do voto. (Que tal, prepare seu filho/a para ser o próximo/a presidente?!)

Voto Proporcional
Para saber o número de assentos de um partido na Câmara, primeiro é preciso calcular o quociente eleitoral, dividindo-se, para isso, o número de votos válidos apurados pelo de candidatos á Câmara. Segundo o Código Eleitoral (Lei 4.737/65), estão fora da disputa os partidos que não tiverem alcançado o número de votos igual ou superior ao quociente eleitoral. Os partidos que continuarem na disputa necessitam determinar quantos lugares cada um terá direito a ocupar. Esse é o quociente partidário: calculado dividindo-se o número de votos válidos da legenda pelo quociente eleitoral do município. Os eleitos são aqueles que obtiverem o maior número de votos dentro do partido, até o número de vagas a que a legenda tem direito. As vagas restantes são destinadas aos partidos com as maiores sobras de voto. Fonte: http://www.senado.gov.br/noticias/Especiais/possesenadores2011/noticias/entenda-o-que-e-voto-proporcional-e-suas-alternativas.aspx

Depois disto posto, quer mais ação e menos bla bla bla? Conheça AVAAZ.ORG participe!

Votei num elegi outro, como foi isso?

Links:

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Purificadores Purific, o melhor custo benefício. Água tratada na sua pia, deliciosa, leve para beber.
Purificadores Purific, o melhor custo benefício. Água tratada na sua casa, deliciosa e leve para beber.

Música boa, músicos bons, eu sirvo

Tem gente, acredite, que acha que um bom vendedor é aquele cara capaz de vender areia para beduíno, engano. Quem vende gelo para esquimó, areia para beduíno, é salafrário! Bem diferente.

Vendedor de verdade é uma pessoa que gosta de servir, gosta de gente, gosta de falar e compartilhar coisas boas. Está sempre servindo, de vez em quando tem custo, só isso.
Bom eu gosto de servir, para servir bem tenho que provar, se gosto do que degusto, então posso vender – servir.
Aqui agora um serviço musical, sirvo amigos. Se gostar… me liga, me escreve, que os entrego para seu entretenimento, festa, festival, etc, ok?

Veja os Playlists:

 

 

Contato:
13 9665-5151

Entremeados – Entrevista com Júlia Tygel


Compositora, arranjadora, pianista… ela se explica, não é preciso colocar as perguntas. Aproveite a entrevista exclusiva, adorei fazer.
Daqui para a frente, Júlia Tygel:

As únicas músicas do meu CD que são misturas diretas de duas músicas pré-existentes são a “Estrada Branca”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, entremeada com a Arabesque No. 1 de Claude Debussy, e a “Senhorinha”, de Guinga e Paulo César Pinheiro, entremeada com o Prelúdio em Sol da primeira suíte para violoncelo solo de J. S. Bach. Em “Valsinha” aparece uma citação do tema inicial de “João e Maria” (Sivuca e Chico Buarque) em contraponto com a melodia da música principal, mas apenas no final.

A idéia de “entremear” tem mais a ver com uma proposta geral do CD que com a mistura de temas específicos, que como disse acontecem apenas em algumas músicas. Eu diria que cada canção se entremeia um tanto com ela mesma, no sentido de que seus próprios elementos (principalmente os elementos melódicos) foram usados para criar seu acompanhamento, seu desenvolvimento, sua harmonização. Esse tipo de procedimento é muito comum em composições ligadas ao universo da música erudita, que, aqui, foram trazidos para o universo das canções populares brasileiras.

O nome também se refere à união entre pessoas e instrumentos nesse trabalho: entre o piano e o violoncelo, o piano e o contrabaixo acústico, e dois violoncelos; e ao fato de haver uma “formação curiosa” de um “duo de três”: as peças para piano e violoncelo são todas para um pianista e um violoncelista. No entanto, gravei e toco com duas violoncelistas, que se revezaram nas músicas do CD e hoje se revezam nos concertos: a Vana Bock e a Adriana Holtz. Para mim isso é um privilégio, porque as duas são excelentes musicistas e acabo aprendendo em dobro. Fora o fato de que há mais disponibilidade de datas para concertos dessa forma, pois as duas são muito requisitadas. Como são muitos amigas e muito éticas, então é um triângulo musical que funciona muito bem!

Para escrever esses arranjos eu ouvi incessantemente cada canção, e tudo o que poderia me inspirar – além do que já estava no meu imaginário, pelo que já tinha familiaridade anterior. Na minha escrita acho que há muita influência de Brahms e muita inspiração em Bach, que sempre ouvi muito (e é na minha opinião uma espécie de “Deus” da música). Vou responder nas suas perguntas um pouco de cada procedimento que usei em cada música, já que a sua pergunta foi tão específica! Segue abaixo.

CD Entremeados

1. Beatriz
autores: Chico Buarque,Edu Lobo | editora: Lobo Music/Marola


George Chan – Videography and Editing
Audio recorded with a Zoom H2n

Beatriz é entremeada com ela mesma em vários parâmetros. Na sessão central da peça ela está em cânone com ela mesma, ou seja: a melodia começa sendo tocada pelo violoncelo, e o piano toca a melodia com deslocamento de um compasso depois da entrada do violoncelo. Então ela se sobrepõe a ela mesma, sempre o piano um pouco depois do violoncelo. São poucas as melodias que permitem essa brincadeira, e incrivelmente a genial melodia de Beatriz funciona com esse recurso. Eu não tinha percebido isso diretamente, mas em uma análise feita pelo maestro João Mauricio Galindo, ele viu que o acompanhamento do piano para a melodia, quando ocorre no violoncelo, foi feito com uma parte da melodia original – isso foi intuitivo. Acho que esse é um dos arranjos que tem bastante influência de Brahms, escrito em uma época em que eu estava tocando a primeira sonata para violoncelo e piano do compositor.

2. Eu não existo sem você
autores: Chico Buarque,Tom Jobim | editora: Fermata


George Chan – Videography and Editing with the help of Alice Wong, Vincent Wu
Audio recorded with a Zoom H2n

Esse é meu arranjo mais simples, o primeiro que escrevi para esse projeto. A melodia foi dividida entre o piano e violoncelo, em contraponto a três vozes, que alude bem livremente a uma estética musical barroca (bem livremente mesmo). A melodia original aparece “escondida” nessa trama contrapontística, e se repete três vezes. A cada repetição, a melodia original fica um pouco mais clara para o ouvinte, e só é apresentada claramente no final do arranjo. Então durante o arranjo o ouvinte pode ter a impressão de que “já conhece” aquela música mas não sabe exatamente de onde, e só reconhecer do que se trata no fim da música.

3. Ciranda da Bailarina
autores: Chico Buarque,Edu Lobo | editora: Lobo Music/Marola

Para escrever esse arranjo eu me inspirei deliberadamente no 2o movimento da 1a sonata para piano e violoncelo de Beethoven. Fiquei ouvindo esse movimento no “repeat” do som da minha casa por dias e dias. Eu queria que minha versão da Ciranda da Bailarina tivesse o mesmo caráter desse trecho da sonata de Beethoven – não a mesma forma, nem a mesma melodia, nem os mesmos recursos, mas o mesmo caráter. Por isso fiquei ouvindo e não exatamente estudando a música, era algo mais abstrato que eu queria captar. A minha versão dessa música eu praticamente poderia considerar que é uma nova composição minha, a partir do tema do Edu Lobo, tanto que comecei chamando-a de Sonatina da Bailarina. Isso foi um procedimento comum na história da música – compor novas músicas a partir de um tema pré-existente de outro compositor – que hoje foi coibida pela questão dos direitos autorais. E eu não quero desrespeitar o Edu Lobo e o Chico Buarque, meus ídolos, obviamente. Então mantive o título original e chamei o que fiz de “arranjo-sonatina”. Mas o que acontece nessa música, realmente, é que usei o tema original para desenvolver seções musicais inteiramente novas, derivadas do tema, mas já com muitos outros elementos adicionados ou modificados. Cada sessão da música usa o tema de uma maneira diferente, como fazem os compositores da música erudita, e como ocorre nas sonatas clássicas ou do início do romantismo, como é o caso da sonata beethoveniana que inspirou minha criação.

4. Valsinha
autores: Chico Buarque,Vinicius de Moraes | editora: Cara Nova/Marola

No final desse arranjo ocorre a citação do tema inicial de “João e Maria”, música de Sivuca e Chico Buarque, em contraponto com a melodia de “Valsinha”. Escolhi essa música para entremear com a outra pela sua relação de sentido na letra – as duas falam sobre um amor triste, com uma beleza e uma ternura, mas com uma certa mágoa embutida. E as melodias, quando experimentei, de fato encaixaram. Afora isso, no arranjo eu usei principalmente as quatro primeiras notas do tema da “Valsinha” e teci variações melódicas sobre essas quatro notas. Outra característica do arranjo é a presença de fórmulas de compasso diferentes: com frequência, o piano está “pensando” o ritmo de uma maneira e o violoncelo está “pensando” o ritmo em outra (para os músicos, 3/4 e 6/8). O resultado é que cada um acentua lugares rítmicos diferentes. Isso foi um recurso para trazer uma dramaticidade e um certo “desencaixe” para a valsa original da canção, que se refere ao desencaixe emocional retratado pela letra.

5. Invenção sobre um número telefônico
autora: Júlia Tygel


George Chan – Videography and Editing
Audio recorded with a Zoom H2n

Essa pequena música minha foi composta sobre o número de celular 92021245, antigo número do grande pianista e amigo Bebeto von Buettner, como consolo para o fato de seu número de celular não fazer nenhum sentido harmônico, quando transformados os números em notas da escala com funções harmônicas. Eu usei o número melodicamente, e ele funcionou muito bem!

6. Caicó
autores: Domínio Público | editora: Domínio Público


Erika Breno Videography and Editing

Esse é um arranjo, ou uma recriação, em coautoria minha e do contrabaixista João Taubkin. Foi fruto de experimentações mesmo, em muitos ensaios com o tema.

7. Estrada branca / Arabesque no. 1
autor: Claude Debussy,Tom Jobim,Vinicius de Moraes | editora: Domínio Público/Fermata


Câmera: Erick Mammocio
Edição: Helio Ishii

Aqui de fato há um entrelaçamento de temas específicos. De fato, mais do que citar Debussy em Tom Jobim, é o Tom Jobim que “entra” na música orginal de Debussy. Historicamente, Debussy veio primeiro, e inspirou Tom Jobim. Nesse arranjo, é mais a música do Tom que se adapta à música do Debussy. O encontro dessas músicas foi iniciado intuitivamente, pela escuta – mas logo vi que a harmonia das duas era muito semelhante e que eu poderia sobrepô-las. Na maior parte do arranjo elas estão sobrepostas em contraponto (as duas ocorrem ao mesmo tempo), com algumas adaptações para facilitar seu encontro. Outras vezes elas foram sobrepostas sem nenhuma alteração, e se encaixaram perfeitamente.

8. Casa Forte
autores: Edu Lobo | editora: Irmãos Vitale

A “Casa Forte” talvez seja o arranjo mais maduro desse trabalho. A música original tem duas partes, que chamarei de A e B. A parte A é mais rítmica e a B é mais lírica. Inicialmente, trabalhei a parte A de forma rítmica e com um acompanhamento um pouco virtuosístico, inspirado nos estudos de Chopin; e a parte B de forma imitativa – colocando a melodia no piano e no violoncelo em imitação, ou seja, um depois do outro repetidamente. Na seção central do arranjo criei um cânone com a melodia da parte A, agora com o caráter lírico da parte B – o mesmo procedimento que tinha usado em “Beatriz”, mas aqui de forma mais complexa: o cânon ocorre em muitas vozes, pois a melodia é repetida 12 vezes, em todos os tons, e seguindo o que chamamos em música de “círculo das quintas” (um tipo de ordenação das notas, muito frequente na história da música). Por isso, no nessa seção, fez-se necessário escrever não mais para piano e violoncelo, mas para piano a 4 mãos – formação capaz de tocar mais notas ao mesmo tempo nesse tipo de contraponto a muitas vozes. O violoncelista é convidado a sair do violoncelo e fazer uma participação no piano. Já fizemos isso de diversas maneiras: a Adriana Holtz, uma das violoncelistas com quem toco regularmente, toca piano bem, e geralmente assume a parte a 4 mãos. No CD, a parte foi gravada pela pianista Thais Nicodemo, que às vezes faz a participação ao vivo nas apresentações, o que é sempre divertido, uma surpresa para o público. Uma vez, em um concerto a céu aberto, ela chegou de bicicleta e subiu no palco fingindo que não sabia de nada… foi uma performance mesmo. No fim do arranjo, os temas A e B se entremeiam, ou seja, são colocados em contraponto, um sobre o outro ao mesmo tempo. E, outra vez, se encaixam perfeitamente!

9. Chora Coração
autores: Tom Jobim,Vinicius de Moraes | editora: Jobim music/Tonga/BMG

(nota: em breve vídeo aqui)

Esse arranjo é tão curtinho que é quase uma vinheta. Ele é bem simples, também: adicionei uma escala ascendente ao final da melodia, que acompanha a entrada da repetição da melodia, de forma que ela soa praticamente circular, indo sempre para o agudo, como se não tivesse fim – a ideia era provocar, rapidamente, essa sensação.

10. Senhorinha / Prelúdio em sol maior
autores: Guinga,J. S. Bach,Paulo César Pinheiro | editora: Cordilheiras(EMI)/Domínio Público


George Chan – Videography and Editing
Audio recorded with a Zoom H2n

Aqui novamente há o emaranhamento de duas músicas pré-existentes. Eu já estava com idéia de juntar essas duas músicas, porque intuitivamente achava que elas se encaixariam. Então a Adriana Holtz e a Vana Bock, as duas violoncelistas que gravaram o CD, pediram que eu escrevesse algo para o duo de violoncelos que elas têm, chamado Duo Imaginário. Daí eu aproveitei a idéia em mente e o fato de que o Prelúdio da corda sol de Bach é uma peça emblemática do violoncelo. No arranjo, as duas músicas se entremeiam de formas diferentes nas várias seções, aparecendo inteiramente ao mesmo tempo apenas no final.

11. Improviso
autor: Júlia Tygel | editora: Direto

O nome refere-se à liberdade de forma da composição, ligada ao universo onírico, livre. O título foi usado em peças com esse caráter por diversos compositores, como Chopin, Scriabin.

12. Barroca
autor: Júlia Tygel | editora: Direto

(nota: em breve vídeo aqui)

Inicialmente um trabalho da faculdade, acabou se tornando uma peça que eu de fato “assino embaixo”. O nome vem do caráter do tema inicial, que tem um rebuscamento (no sentido de ser “enrolado” mesmo, circular). Mas a estética é, livremente, um pouco Bartókiana, eu acho.

13. Roda Viva
autor: Chico Buarque | editora: Arlequim

De novo a música está entremeada com ela mesma… A idéia desse arranjo foi a melodia ir se dissolvendo, assim como a roda viva dissolve os sonhos descritos na letra da canção. Ela é apresentada com uma outra melodia, nova, em contraponto, e vai sendo cada vez mais sugerida de forma indireta ao longo do arranjo. Há um contraste entre a primeira parte, mais rítmica, que no original fala dos sonhos ou dos projetos, e a segunda parte, que tratei de forma mais lírica, que é o refrão que descreve a roda viva vindo e destruindo esses sonhos e projetos. O final do arranjo tem um prolongamento grande da primeira parte, como se os sonhos e projetos de fato fossem adiante, mas termina com uma coda que repete o refrão da parte lírica da roda viva.

Para finalizar veja de pertinho a técnica:

 

Conheça os projetos Gota D´água  e Anjos Sem Fronteiras – SOS ANJOS

Música, um santo remédio

Minha amiga Julia Tygel agora está lá na Big Apple (NY) para estudar mais música e também compartilhar sua arte. Tenho acompanhado sua carreira desde que a conheci tocando ao Vivo na CPFL, no Café Filosófico, estava ela e Adriana Holtz que a acompanhou ao violoncelo. A CPFL Campinas promove muitos projetos culturais deste tipo. Um deles é o “Sarau Cultural no Café”, um espaço para novos artistas apresentarem suas obras. Um “point cult” da cidade de Campinas, imperdível.

Segundo os especialistas a segunda metade da década de 1960 no Brasil foi marcada por inúmeros festivais de música. Nasceu a MPB (Música Popular Brasileira). Foi também nesta década que o estrelato de artistas que começaram a aparecer entre os grandes nomes da nova onda brasileira – a MPB – foram conhecidos pela primeira vez. Nomes como Edu Lobo, Chico Buarque, Elis Regina, Milton Nascimento, Gilberto Gil, entre muitos outros.

O fato é que não é com frequência que você vai ver os dois, MPB e Música Clássica, lado a lado, de mãos dadas… Quando isso acontece vale a pena prestar atenção. Isso é exatamente o que faz Julia Tygel, pianista clássica e compositora, no seu show “Entremeados” e no CD do mesmo nome.

Ousa Entremeados na Radio UOL “Entremeados” apresenta o entrelaçamento de música clássica e MPB.  Júlia Tygel fez isso depois de extensa pesquisa e anos de trabalho árduo. No seu trabalho, ela re-interpreta alguns épicos da MPB de maneira sublime – clássicos da MPB num formato clássico.

Tive oportunidade, durante alguns ensaios, de me sentar e ouvir essa música e fiquei impressionado com o quão bem me fez sentir. Realmente pensei: “Isto não é só música, é mais, é como um bálsamo curativo!”  Esse êxtase e bem-estar foi realmente surpreendente. Sou muito mais o tipo “música pop” de pessoa. Esse entrelaçamento me trouxe para mais perto do mundo do clássico de uma forma fantástica.

Mas há mais!  Uma pesquisa rápida na internet… e achei a Associação Americana de Musico Terapia que deu substância ao que eu estava sentindo: Sim, a música pode realmente curar! De acordo com o site  “musico terapia pode atender a uma variedade de objetivos da saúde metal e física. Pode promover o bem estar, gerenciar o estresse, aliviar dores, melhorar a memória, melhorar a comunicação e etc”.

Lembrei de Davi e Saul. O texto bíblico diz: “Davi tomava a harpa… …então (o rei) Saul sentia alívio (de suas dores)” 1Samuel 16

Mais tarde, perguntei a própria Júlia Tygel sobre isso e ela disse: “.. É isso mesmo, existem vários estudos e conferências nesta área… é tudo tão interessante quanto ainda misterioso” e acrescentou “Todo o esforço que fazemos (compondo arranjos, por exemplo), utilizando ferramentas racionais ou mesmo intuitivas, é, de alguma forma, para chegar mais profundo em cada pessoa …”

Bem, meu caro amigo, de volta ao mundo dos mortais… se você estiver em NY agora recomendo fortemente que você siga Júlia Tygel via MySpace e se tiver a oportunidade de ir ouvir o seu trabalho… faça isso. O melhor da música popular brasileira entremeada com clássico é um “must see”.

Depois, então, volte aqui e nos deixe saber como você se sentiu e sente, ok?

Sinuca de Bico – Música boa melhora tudo

De repente, segunda-feira, chuva em Campinas e região. Choveu canivete!
O que parecia uma segundona sem muito apelo acabou virando um happy-hour digno de sexta-feira. Minha amiga Iseisa ligou:
– Vamos no Possante Bar?
– Possante? Ah, pensei, vou lá!
Onde fica?
Meu amigo, o Bar é 10. E olha que eu não bebo, curto mesmo é música ao vivo. E foi isso que salvou a noite – SINUCA DE BICO.
Gosta de samba? Pode conferir você não vai se arrepender. (Aproveitei para fazer uma entrevista rapidinha, veja abaixo o calibre dos artistas.)
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