Ciclovias Maravilhosas

Foi inaugurada no Rio de Janeiro (17/01) a ciclovia da avenida Niemeyer, conectando os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul carioca. Com 3,9 km de extensão e praticamente toda a estrutura suspensa à beira-mar, a ciclovia foi batizada oficialmente de Ciclovia Tim Maia, em homenagem ao músico que cantava “Do Leme ao Pontal, não há nada igual” em referência às praias da zona sul e zona oeste da cidade. A via já vinha sendo usada meses antes da inauguração, mesmo incompleta.

“Estamos trabalhando para alcançar a meta de 450 km de estrutura cicloviária ainda este ano” – Altamirando Moraes, Subsecretário de Meio Ambiente. A pedalada inaugural contou com a presença do prefeito Eduardo Paes…

Leia mais http://vadebike.org

– Esta notícia é muito boa!

Mas quem é aqui de São Paulo tem uma ciclovia panorâmica natural de mais de +/- 30 km pronta para utilizar.
Você sabia disto?

Linda, plana, perfeita e, na temporada, bem segura.

Da Península, na praia da Enseada, no Guarujá, até Praia Grande, passando por Santos e São Vicente, podemos fazer um passeio a beira mar maravilho. Leia mais: Vem Pedalar na Baixada Paulista!

Aparecida, Carlos e Renata
Aparecida, Carlos e Renata, ida e volta, um passeio de 57 km.
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Vem Pedalar na Baixada!

Durante a temporada – no Guarujá, Santos e São Vicente – o número de policiais espalhados pelas prais é enorme. Isso traz segurança para curtirmos um passeio de bicicleta muito gostoso.

Tudo plano, 90% dele via ciclovias. Você pode sair do Guarujá e ir até São Vicente ou Praia Grande, passando por Santos e retornar sem maiores problemas. Uma delícia. A ponte pênsil foi reinaugurada!

Se seu passeio começar, por exemplo, na Península da Enseada, no Guarujá, você vai pedalar os primeiros 8/9 kms vendo a praia da Enseada, depois pode cruzar o centro pela Av. Leomil, passar pelo Sobre as Ondas no final da Pitangueiras. Neste ponto vai ter uma bela vista da praia das Astúrias e de lá segue para a balsa pela Av. dos Caiçaras, para cruzar para Santos. (bicicletas e ciclistas não pagam para atravessar)

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Você cruzou a balsa, então está na Ponta da Praia e seguindo pela ciclovia vai até o final no Emissário, que é a divisa com São Vicente. A passagem por Santos é uma beleza, 100% via ciclovia, com muitos jardins, quiosques para se alimentar e fazer um descanso, e claro, a praia sempre ali do lado.

Nesta parte do passeio você pode aproveitar e visitar o Aquario, o Orquidário, o próprio Emissário, subir o morro da Asa Delta, ou seguir em frente e ir em S. Vicente visitar a Ponte Pênsil e a Biquinha. Dá para fazer as quarto coisas.

Ida e volta vai render uns 40/50 km, vale mesmo a pena descer a Serra e experimentar. Dá para descer de ônibus.

 

wpid-dsc_1351.jpgUma sugestão, desça de ônibus com as bicicletas na mala. Do Jabaquara vá para o Guarujá e de lá vá até São Vicente e volte para Sampa de Santos. Vai dar uns 25/30 km e será um pedal, além de tudo, ecológico. 🙂

Pena que só dá para recomendar isso na a temporada. Fora dela só pedalamos em grupos, de preferencia grandes e olhe lá… Você pode pesquisar os grupos de ciclistas de Santos e região, tem vários, entre em contato, junte-se a um deles em pedais pelas cidades, para Bertioga, Mongaguá, pelos morros e praias, etc.

Pedale!
recomendo: https://carlosrix.wordpress.com/2015/06/10/bici/

Bicicletas – Ação antifurto

BICICLETA ID (bike id)

É triste, mas um fato. Todos podemos ser vitimas de furto. Vários amigos e conhecidos meus já sofreram assalto em pleno percurso.  O que fazer se sua bicicleta for roubada?

Sempre faça a ocorrência, sempre! A polícia muitas vezes já conhece os ladões. A PM os para, investiga as bicicletas, mas se não há um alarme de furto, um BO… têm que os deixar ir embora.  😦

No meio do alvoroço, do “aí meu deus, minha bike, minha bike! E agora, cadê?!” Dificilmente a pessoa vai se lembrar de numero do chassi, cor, marca, marcas, acessórios, etc.

É aí que um post no seu blog, um álbum no Face, fotos salvas na nuvem, podem ajudar e muito. O que aqui e agora pode parecer uma coleção bobinha de fotos, na hora da necessidade, vai se mostrar um valioso instrumento.

De fato, rapidamente a policia pode saber como sua bicicleta é em detalhes. Você não vai ficar explicando, vai mostrar. Os primeiros dez, quinze minutos, são os mais prováveis de você reaver sua magrela.

Faça hoje mesmo fotos das suas bicicletas e poste. No Face faça um álbum, pois álbuns são mais fáceis de encontrar do que ficar rolando a tela para achar um post antigo, coloca como privado para não ficar estranho na sua linha do tempo.

O que esperamos mesmo é que nada lhe aconteça, ande sempre em grupo, evite locais sabidamente perigosos ou ermos. Quando for para as estradas avise a polícia do seu destino e trajeto, se for em grupo também.

O mote aqui é prevenção, fique sempre ligado!

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Fala Pedal

​Na noite do ultimo dia 10 de abril vários representantes do ciclismo no Guarujá estiveram reunidos com a Sr. Rita Tanese, responsável pelo setor de Educação para o Transito e Estatística da Diretoria de Transito da Prefeitura do Guarujá – que responde diretamente à Secretaria de Defesa e Convivência Social, de responsabilidade da Sr. Quetlin Scalione.​

Durante o evento várias reivindicações e problemas foram apresentados, resumidamente foram três pontos:

  1. necessidade de manutenção,
  2. integração e
  3. ampliação das ciclovias

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De acordo com os representantes da prefeitura vários projetos já estão em andamento. Por exemplo, a integração da via que vem do Centro da cidade até quase a Rodoviária com a via que vem de Vicente de Carvalho. Certamente uma obra importante que vai evitar que acidentes aconteçam.

Alguns dos pedidos foram: melhoria sinalização, retirada de postes do meio da via na Ademar de Barros e reparos em geral, fiscalização dos sites de trabalho para evitar de materiais fiquem no caminho, mais atenção para as necessidades deste meio de transporte que é imprescindível para a cidade.

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A representante da OAB Adv. Maria Silva e o Pr. Ricardo Lima levantaram a necessidade de educação para o transito com foco nos ciclistas. Todos concordaram, eis aí sem dúvida uma forma importante de se evitar acidentes e problemas diversos. O fato é que muitos ciclistas do dia a dia não respeitam faixas, semáforos, pedestres e mesmo outros ciclistas.

A Sra. Rita Tanese nos falou sobre um projeto nas escolas que deu bons resultados com o apoio de empresas locais. É preciso entretanto fazer mais. Cada ciclista, digamos… mais experiente, tem que estar com seus pares conversando, explicado procedimentos, etc. De grão em grão… Da nossa parte estamos pensando seriamente em promover um informativo direcionado a esse público.

Ao contrario da sensação que o paulistano tem de que suas vias são sub-utilizadas, nós, aqui no Guarujá e em Santos, as temos super utilizadas o dia todo e até a noite. É bom que nossos políticos percebam que tem muito voto pedalando por aí. As Prefeituras têm que pensar mais em manutenção de qualidade, iluminação, integração, interligação e expansão também.

Em Orlando, nos USA, todos os ônibus urbanos têm um transportador de bicicletas colocado na frente. É um equipamento dobrável que o próprio usuário manuseia para acomodar até três bicicletas por vez. Eis aí um tipo interessante de integração de modais urbanos. (A passagem custa o mesmo tanto.)

Muito bem, vamos seguir apoiando as boas práticas, cobrando das autoridades agilidade e respostas às demandas dos ciclistas. Entretanto tenhamos em mente que todos temos que ser ciclistas cidadãos. Temos direitos, sim. Também temos deveres, o principal educação no transito, respeito às leis que o regem e cooperação com os demais e com as autoridades.

Na mesma reunião foram discutidos os preparativos para a realização de um pedal promovido pela prefeitura. Vem aí a Primeira Pedalada Guarujá, no dia 19 de abril agora. Veja banner abaixo.

Participe! Convide seus amigos!!

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Bicicletas – grande mercado

​Quem curte pedal anda contente da vida. Cada vez tem mais ciclovias para todos os lados, temporárias ou permanentes, elas certamente contribuem para a popularização do uso da bicicleta.​

Está na hora de pensar segurança e conforto para quem deixou o carro em casa e fez a opção ecológica de pedalar para se divertir, trabalhar, etc. Dentro deste tema entram coisas como qualidade do piso das vias, sinalização, iluminação, estacionamento…

Tudo isso torna mais segura e atraente essa opção de transporte. Mas não podemos esperar tudo do poder público. Grandes lojas, redes de estacionamento têm que perceber o grande mercado que esta surgindo e sair na frente oferecendo soluções e serviços.

Santos é uma cidade bem servida de ciclovias e está cada vez melhor. Mesmo assim o comercio local ainda está lento no que diz respeito aos ciclistas e suas necessidades, por falta de visão, estão perdendo clientes e dinheiro.

Um exemplo desta falta de visão, fácil de constatar, é o do maior shopping da cidade Santos, o Praiamar. Não preciso gastar muitas letras para deixar claro meu ponto, basta ver a sequencia de fotos seguinte:

Saí do Guarujá para comprar um telefone no Praiamar, normalmente compro tudo no Guarujá mesmo, mas desta vez não tinha o que eu queria. Chegando lá…

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Bom, como podem ver não há qualquer infraestrutura para acomodar os ciclistas, para motos tem…

Os poucos postes são disputados… a entrada do shopping fica até feia.

O Rei adorou minha bike, mas não deu para ele cuidar dela.

Por fim, achei um lugar para parar, três quadras distante do shopping. O cadeado laranja comprei ali perto, me custo vinte reais. Comprei para dar um pouco mais de segurança.

Atenção empreendedores:
Tem dinheiro em cima da mesa!
– Senhor Mendes, acorda!  🙂

​É isso, pessoalmente dou sempre preferência para comprar dos comerciantes amigos dos ciclistas. De grão em grão… ​

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Mete a colher sim, por favor!

Agressões de mulheres e o preconceito
por Belinha Salgado
(23/01/14 Editorial do Correio Popular).

A entrevista baseada no artigo está no final do texto original sitado abaixo:

“É preciso meter a colher!

Belinha Salgado
Belinha Salgado

Há muito tempo que a sociedade debate a violência contra as mulheres, e este drama em pleno século 21 ganhou contornos inexplicáveis e de difícil solução para todos que estão diretamente envolvidos na luta contra esse câncer que se propaga. São inúmeras análises e reflexões de psicólogos, assistentes sociais, educadores, médicos, advogados, organizações não governamentais especializadas no assunto, etc, que se dedicam com afinco ao tema e mesmo assim os crimes contra as mulheres aumentam, e ainda com requintes de crueldade. Este fato nos faz indagar: por quê?

Infelizmente, apesar da mulher já ter conquistado uma série de direitos (este ano o direito ao voto feminino no Brasil completa 82 anos), a mentalidade machista ainda permanece arraigada na sociedade, quando sustenta mitos que contribuem, ou melhor, validam a violência contra as mulheres: “O amor é cego”, “bate que eu gamo”, “entre marido e mulher, não metas a colher”, “o amor não tem lei”, “no amor e na guerra vale tudo”, etc, permanecem no inconsciente coletivo e fazem a festa. E assim caminha a humanidade, perpetuando estes mitos que somente vão na contra mão da civilidade.

De todos, para mim, o mais pernicioso é o mito “entre marido e mulher, não metas a colher”. Quantas vezes assistimos calados brigas de casais, ou até mesmo de pais e filhos, amigos, e deixamos passar, não nos “intrometemos”, achando que isso é um problema particular. Está na hora de acordarmos, pois os dados e as estatísticas comprovam que a violência, assim como a drogadição tornaram-se problemas de saúde pública, verdadeiras epidemias sociais. Por isso devemos “meter a colher sim”, nos posicionar, dar nossa opinião quando muitas vezes ao nosso lado alguém sofre qualquer tipo de violência psicológica, física, moral, sexual, etc.

E quem abusa? Não existe um perfil típico, mas algumas características podem ajudar as mulheres e também as crianças a se manterem bem longe deste que atormenta e ceifa a autoestima e muitas vezes a vida de suas vítimas: em público podem até parecer amigáveis, mas já na esfera privada são verdadeiros tiranos. Todos, sem exceção possuem baixa autoestima, muitos são adeptos da arma de fogo (fazer justiça com as próprias mãos) e consumidores de álcool, ou “otras coisitas más”. São muito meticulosos, cuidadosos e tentam esconder suas personalidades frias, distantes, sociopatas. Por fim, culpam suas vítimas pelo ocorrido: “vc só está tendo isso porque não se comportou bem”.

Ainda há outra questão. O fato de que tantos homens se sentem no direito de expressar sua raiva, sendo violento com suas mulheres (a maioria das mulheres assassinadas no Brasil em 2013 foram mortas por seus companheiros ou ex-parceiros), demonstra que este comportamento foi aprendido em casa e está enraizado em nossa sociedade. Por isso, é uma questão de educação e valores.

E quem são as vítimas? Estamos aqui falando de agressões às mulheres, mas qualquer pessoa pode ser vítima! As vítimas podem ser de qualquer idade, sexo, raça, cultura, religião, educação, emprego ou estado civil. E a violência tem um ciclo. O primeiro momento é de tensão, onde quem abusa fica irritado e a comunicação e a tensão vai aumentando e o abuso pode iniciar-se; depois vem a explosão da violência, aqui o abusador parte para o ato de agressão e por fim, a Lua-de-mel: o abusador pede desculpas, faz promessas, culpa a vitima por ser causa do abuso e tenta desvalorizar a situação.

Enfim, acredito que a solução para esta situação calamitosa passa sim pelo rigor das leis, pela punição, mas principalmente pela educação de nossas crianças, pois não estamos matando a mulher do outro: são nossas mães, nossas irmãs, nossas companheiras, nossas amigas, que estão sendo mortas de forma cruel. Enfim, enquanto não houver uma mudança nesta mentalidade do “deixa disso” que ainda impera na sociedade, este mal da violência que nos assola todos os dias não terá fim. ”

– Belinha, qual foi sua fonte de dados?  Você menciona ciclo de violência o que é isso exatamente? Qual é o melhor modo de ajudar (meter a colher)? Quem pode denunciar? Como é melhor fazer isso? Onde buscar socorro?

– Olá Bom dia!

Carlos Rix, Primeiramente gostaria de agradecer esta oportunidade de falar no seu blog de um tema que há muito me interessa.

família Sou historiadora, especialista em arquivos e história da educação brasileira. Nos últimos anos tenho pesquisado muito sobre violência e drogadição, e o tema da violência contra as mulheres sempre me fascina.

Como Educadora, acredito que a violência se aprende e por isso temos que rever nossa educação, todos, escola sociedade e governo. Não é um problema privado somente das famílias, é nosso modelo de sociedade que adoeceu e “ensina” a violência.

Minhas fontes de dados são anos de leitura e artigos que mostram cotidianamente a violência contra as mulheres, os jovens, as crianças, etc. E o aumento dos crimes (e com requintes de crueldade), lotam as páginas dos jornais. Consultei para este artigo especificamente o site http://www.spm.gov.br, da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres. No Balanço Semestral do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (http://www.spm.gov.br/publicacoes-teste/publicacoes/2012/balanco-semestral-ligue-180-2012), pode-se ler que as ocorrências de agressões físicas realizadas por companheiros aumentaram em 13% de 2011 para 2012; mais de 50% dos relatos são de risco de morte; filhos e filhos presenciam a violência em 65% dos casos, etc.

No que se refere ao ciclo de violência, como já explicado em meu artigo, as pessoas que sofrem agressão podem perceber desde  a 1° fase deste ciclo, que podem buscar ajuda, não “pagando pra ver”, porque com certeza, quem agride, insulta, humilha, um dia bate, ou faz coisa pior. Pra que deixar chegar nessa lamentável situação?

– Acordem mulheres!

Peçam socorro assim que perceberem alterações no seu companheiro, de atitude, na fala, nos sentimentos.

O problema é que a mulher demora pra perceber (e aceitar) que o amor acabou e acredita que vai conseguir resgatar “o seu homem”…não vai. Ele só vai piorar. Quer ler mais sobre Ciclo de Violência? Consulte:

http://www.campinas.sp.gov.br/sa/impressos/adm/FO736.pdf; http://www.pmpf.rs.gov.br/servicos/geral/files/portal/saber_violencia.pdf.

– Com certeza a melhor forma de ajudar é DENUNCIAR.

Para isso aqui em Campinas/SP você pode contar com  a Delegacia de Defesa da Mulher, na Av. Governador Pedro de Toledo, n° 1161, telefones: (19) 3242-5003 e 3242-7762.  Veja ainda outros locais onde as mulheres podem buscar acolhimento e orientação, antes de denunciar: http://www.campinas.sp.gov.br/sa/impressos/adm/FO736.pdf

– Bom dia pra vocês mulheres!

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